Juiz que participou de perícia na Penitenciária Federal de Mossoró cita ‘componente humano’ em fuga

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O juiz corregedor da Penitenciária Federal de Mossoró, Walter Nunes, falou sobre a fuga dos dois presos na unidade em entrevista à TV Tropical. Ele considera a possibilidade de facilitação para que Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça tenham conseguido sair do presídio.

Eu fui ao local e vi como foi a dinâmica. Tudo começa dentro da cela. Eles estavam em uma cela individual e conseguiram sair. Como é que eles conseguiram sair de uma cela individual de um presídio de segurança máxima? Para eles saírem do local, tiveram que tirar uma luminária, que não é essa luminária que a gente tem em casa. Ela é pregada numa parede, não é no teto. É humanamente impossível tirar com as mãos. Eles tiveram que utilizar algum instrumento e utilizaram uma barra de ferro para poder arrancar. Isso não é uma coisa que se faz em poucas horas. Acredito que tenham feito aqui em dois ou três dias“, afirmou.

Aí a gente já identifica dois problemas. Primeiro, como essa barra de ferro entrou? E eles estavam presos em celas individuais. Com essa primeira resposta, tem que ser feita a investigação. Segundo, pelos procedimentos, todos os dias quando o interno vai para o banho de sol, que é de duas horas, dois policiais federais tem de entrar na cela e fazer a inspeção para ver se tem alguma coisa. Essa inspeção sendo feita, eles iriam encontrar a barra de ferro. Além disso, iria notar o que estava acontecendo. Então, você vê que tem o componente humano. Se ele tivesse obedecido e os protocolos tivessem sido cumpridos, isso não teria ocorrido“, analisou.

O que chama a atenção é que ambos estavam em celas distintas e saem no mesmo momento, se encontram lá e descem por um cano. É nessa parte externa que tem uma câmera. Depois eles saem e, ao invés de irem direto para a cerca para poder sair do perímetro da unidade prisional, eles pegam à esquerda onde tinha um tapume, que eles arrombaram. Nesse tapume, tinha um material de obra. Tinha uma espécie de alicate próprio para cortar esse tipo de serpentina“, acrescentou Nunes.

Contudo, apesar da avaliação sobre o caso, o juiz diz que espera a conclusão da perícia e da investigação. “A gente não sabe. Seria leviano chegar e dizer isso. A gente precisa fazer a investigação. No Direito, a gente precisa de evidências, de provas e, às vezes, isso não é compreendido pela sociedade. Eu entendo a sociedade, que reclama da lentidão. É preciso ser assim. É de muita responsabilidade, precisa ser com evidências“, ponderou.

De acordo com o corregedor do presídio, a estrutura conta com mais de 200 câmeras de vigilância. No entanto, no caminho escolhido pelos detentos, há apenas duas. Porém, uma delas, não funciona. “Esse sistema de monitoramento é duplo. Tanto dentro da unidade quanto em Brasília. A pessoa que estava olhando estava dormindo? Mesmo que não tivesse visto, havia outra pessoa“, comentou.

Tratando-se da perícia, é possível que as análises não tenham sido concluídas nesta sexta-feira (16), como adiantado pelo secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia. De acordo com Nunes, uma equipe de Brasília foi deslocada para o presídio para fazer uma análise em 3D. “Isso seria feito em dois ou três dias. Se eu não me engano, isso seria feito em dois ou três dias. Como tem uma certa urgência em relação a isso, obviamente, eu acredito que próxima semana já possa ter concluído. Não acredito que esteja disponível para a imprensa“, destacou. Nunes negou que a fuga tenha sido facilitada por problemas estruturais na unidade prisional.

Por Portal da Tropical

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