A neutralidade consolidou-se como a postura oficial adotada por importantes lideranças do PL neste segundo turno no Rio Grande do Norte. A decisão, que reflete uma divisão interna sobre os rumos da legenda na etapa final do pleito, foi tornada pública recentemente.
O grupo que defende a abstenção é encabeçado pelo senador Rogério Marinho, presidente estadual do partido. A ele somam-se Álvaro Dias, que integrou a disputa ao Governo do Estado, e Babá Pereira, que compôs a chapa como vice. A postura desses atores impacta diretamente o eleitorado conservador do Estado, que agora se vê diante de um cenário de indefinição oficial por parte de seus principais representantes.
A lista de nomes que optaram por não declarar apoio a Allyson Bezerra nem a Cadu de Lula inclui ainda o Coronel Hélio, candidato ao Senado, além de Joana Guerra e Styvenson Valentim. A neutralidade, neste contexto, representa a impossibilidade de consenso dentro da sigla sobre qual dos projetos políticos melhor atende aos valores defendidos pela legenda.
Enquanto essa cúpula mantém a neutralidade, o cenário partidário permanece fragmentado. Outros filiados e lideranças locais continuam livres para manifestar suas preferências individuais, conferindo apoio tanto a Allyson Bezerra quanto a Cadu de Lula, o que mantém o PL como um dos pivôs das articulações para a reta final da corrida eleitoral.



