O corpo do bebê Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, foi sepultado nesta sexta-feira (24) em Guarulhos, na Grande São Paulo. A cerimônia, realizada no Cemitério Islâmico, reuniu familiares e amigos consternados pela perda precoce da criança, que morreu asfixiada após prender a cabeça em uma grade na creche Luz do Brás, localizada no centro da capital paulista.
O caso, registrado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar —, está sob apuração do 8º Distrito Policial (Brás). A investigação busca esclarecer as circunstâncias do acidente, ocorrido durante uma atividade em sala multiuso. Imagens de câmeras de segurança indicam que o menino ficou preso em um vão entre uma barra de ferro e um espelho por cerca de seis minutos antes de ser socorrido por monitoras.
A Polícia Civil investiga denúncias de que a falta de supervisão teria ocorrido devido a uma comemoração de aniversário entre funcionários no momento do incidente. Ibrahima Dieng, pai da vítima, expressou a dor da família ao relatar o momento em que recebeu a notícia: “É triste, muito. Vai ser muito difícil recuperar”. O suporte emocional aos pais, psicólogo e assistente social, vem sendo realizado pelo Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA).
Em nota oficial, a Secretaria Municipal da Educação informou que instaurou procedimento administrativo para apurar irregularidades. Caso confirmadas, a pasta não descarta o descredenciamento da organização parceira responsável pelo CEI. Enquanto a sala do incidente permanece interditada, pais de outros alunos, como Lhayss Rodrigues de Sousa, reforçam queixas anteriores sobre a escassez de profissionais na unidade, relatando sobrecarga das educadoras.




