Dois homens suspeitos de aplicar golpes em caixas eletrônicos no Rio Grande do Norte e na Paraíba foram presos nesta terça-feira (12), durante a “Operação Parasitas”, deflagrada pela Polícia Civil do RN. A ação cumpriu quatro mandados judiciais, dois de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, além de uma prisão em flagrante, nas cidades de Parnamirim/RN e Guarabira/PB.
Os presos, de 48 e 44 anos, são investigados pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude, supressão de documento particular e associação criminosa. Um deles também foi autuado em flagrante por receptação e supressão de documento público.
Segundo as investigações, a dupla integrava uma associação criminosa especializada no golpe conhecido como “chupa-cabra”. O grupo instalava dispositivos em caixas eletrônicos para reter cartões bancários das vítimas e, em seguida, realizava a troca dos cartões sob o pretexto de oferecer ajuda.
Os suspeitos eram monitorados pela Polícia Civil desde a semana passada, quando foram abordados por policiais militares com diversos cartões bancários em nome de terceiros, além de comprovantes de compras feitas com os cartões das vítimas.
Após ser conduzido à delegacia de plantão, um dos investigados fugiu da unidade policial, mas foi recapturado após diligências na Zona Norte de Natal, com apoio de equipes policiais. Durante a ação, houve registro de disparos de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, a representação pelas prisões preventivas levou em consideração a reincidência criminal dos suspeitos, o uso de tornozeleira eletrônica e a continuidade das práticas criminosas em bairros de Natal, como Neópolis, Nova Parnamirim, Capim Macio e Zona Norte.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, uma motocicleta de alta cilindrada e outros materiais de interesse para a investigação. Também foi constatado que um dos celulares encontrados com um dos suspeitos possuía registro de roubo. Além disso, os policiais localizaram uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) verdadeira em nome de terceiros, cuja origem não foi esclarecida, o que motivou a autuação em flagrante.
O nome “Operação Parasitas” faz referência ao modo de atuação do grupo, que utilizava dispositivos instalados clandestinamente em caixas eletrônicos para subtrair dados e cartões das vítimas.
Por 98 FM Natal