A Região Seridó do Rio Grande do Norte apresenta incidência de câncer colorretal acima da média nacional, segundo estudo científico realizado em 2019 por pesquisadores da UFRN em parceria com a Liga Contra o Câncer e prefeituras locais. A pesquisa, que monitorou 12 famílias e cerca de 150 pessoas, identificou uma alta frequência de mutações no gene MUTYH, associado ao desenvolvimento do câncer de intestino. Especialistas apontam que fatores históricos, geográficos e genéticos — como a consanguinidade decorrente do isolamento populacional desde os séculos XVII e XVIII — contribuíram para esse cenário.
De acordo com o médico Edilmar Moura, da Liga Contra o Câncer, a identificação do risco genético permitiu o acompanhamento rigoroso das famílias e a adoção de medidas preventivas, evitando o desenvolvimento da doença em casos mais graves. O estudo reforça a importância do rastreamento por colonoscopia, especialmente para pessoas acima de 50 anos ou com histórico familiar da doença, além do aconselhamento genético em populações de alto risco. Especialistas destacam que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir a mortalidade e ampliar as chances de cura do câncer colorretal.
Por Marcos Dantas











