O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, reconheceu, durante entrevista ao Repórter 98 da rádio 98 FM Natal nesta terça-feira (23), que a Sesap enfrenta dificuldades no repasse de pagamentos às empresas terceirizadas contratadas para atuar no sistema público de saúde.
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Segundo ele, embora haja um pacto para que os repasses sejam feitos até o dia 15 de cada mês, problemas internos e externos acabam impactando diretamente no cumprimento do calendário.
Motta explicou que os contratos preveem até três meses de prazo para quitação e, dentro desse período, os pagamentos não são considerados em atraso. Ainda assim, ele admitiu que parte dos prestadores deveria ter recebido já no final de agosto e não foi contemplada.
O secretário destacou que a maior parte das empresas — como a Justis e a Fortex — tem apresentado regularidade na entrega das notas fiscais, o que permite a liberação mais ágil dos recursos. Já a JMT, considerada uma das maiores fornecedoras, enfrenta entraves que agravam a situação.
Entre eles estão a demora na entrega de notas fiscais, ausência de vínculo bancário com o Banco do Brasil — o que retarda a transferência aos funcionários —, além de pendências no pagamento de benefícios como vale-alimentação e no recolhimento de FGTS.
“É preciso colocar com clareza que, de fato, nós, no caso da JMT, atrasamos o pagamento. Mas há também fatores que a própria empresa impõe, como a dificuldade na entrega das notas e a defasagem do contrato, que ainda aguarda análise para repactuação”, afirmou Motta.
Por 98 FM Natal












