A Polícia Federal prendeu ontem oito suspeitos de subtrair R$ 1,22 bilhão em ataques cibernéticos contra duas instituições financeiras em julho e agosto deste ano. Segundo as investigações, os acusados iriam praticar outro golpe, desta vez contra a Caixa Econômica Federal.
Os presos são Guilherme Marques Peixoto, 25, Fernando Vieira da Silva, 46, José Elvis dos Anjos Silva, 33, Klayton Leandro Matos de Paula, 27, Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha, 34, Marcos Vinícius dos Santos, 25, Nicolas Gabriel Pytlak, 22, e Rafael Alves Loia, 39, apontado como líder do bando.
Investigações da PF apontam que a quadrilha é suspeita de subtrair R$ 800 milhões do BMP em 3 de julho deste ano e R$ 420 milhões do HSBC em 30 de agosto. Os acusados foram levados à sede da Delegacia de Repressão a Crimes Cibenérticos, da PF, em São Paulo e negaram envolvimento nos crimes.
Agentes da PF chegaram aos suspeitos após um funcionário da agência da Caixa Econômica Federal no Largo da Concórdia, no Brás, região central de São Paulo, comunicar que desconhecidos iriam subtrair um computador da agência contendo senha de acesso à VPN (Rede Privada Virtual).
O objetivo do bando, acreditam as autoridades, seria ter acesso a contas de milhares de correntistas e subtrair dinheiro das vítimas por meio de fraudes envolvendo o Pix.
Os federais foram á agência da Caixa no Brás e apuraram que dois homens haviam subtraído um computador da instituição financeira, possivelmente com a ajuda de um funcionário não identificado. Os desconhecidos saíram depois e entraram em um Toyota vermelho.
O carro foi seguido e abordado. Nele, estavam Guilherme e Fernando. O computador, porém, não estava com a dupla. Eles tinham repassado o equipamento para outros comparsas ocupando uma Spin. Uma outra equipe seguiu esse último veículo até uma casa em São Paulo.
Lá foram presos José Elvis, Klayton, Maicon, Marcos, Nicolas e Rafael. Todos foram ouvidos em depoimento e disseram ser inocentes. O bando iria passar por audiência de custódia na manhã de hoje. A Polícia Federal representou pela conversão do flagrante dos suspeitos em prisão preventiva.
Por UOL – Josmar Jozino











