Uma mulher de 45 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira, 08/07/2026, em Natal, suspeita de utilizar fotos de uma recém-nascida internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal para aplicar golpes e solicitar transferências via Pix. A ação expõe a vulnerabilidade de famílias em momentos de fragilidade e a exploração inescrupulosa de campanhas de solidariedade, impactando diretamente a dignidade e a esperança de recuperação da criança e de seus pais.
O caso teve início após a família da bebê divulgar uma campanha nas redes sociais para incentivar a doação de sangue necessária à criança. A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que a suspeita se apropriou indevidamente das imagens da recém-nascida, passando a pedir dinheiro a terceiros sob a falsa alegação de que os valores seriam destinados à família da bebê. Essa prática cruel causa sofrimento adicional aos familiares, que já lidam com a angústia da internação e buscam apoio.
Segundo a polícia, a mulher informava que as supostas doações seriam para a avó da bebê, que ela apresentava como auxiliar de serviços gerais em uma escola. Contudo, os valores eram direcionados para a chave Pix da própria acusada. O golpe se intensificou com novas publicações compartilhadas por meio do WhatsApp, levando as equipes da Polícia Civil a localizarem a suspeita em uma instituição de ensino no bairro Cidade da Esperança, Zona Oeste de Natal.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam o celular que, de acordo com a corporação, era utilizado para disseminar as mensagens fraudulentas e manter contato com as potenciais vítimas. A mulher foi conduzida à delegacia e autuada em flagrante pelo crime de estelionato. Ela foi encaminhada ao sistema prisional, onde aguardará o desenrolar do processo judicial, à disposição da Justiça. A decisão de prendê-la visa coibir crimes que exploram a boa-fé alheia e a fragilidade humana.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o número de pessoas que teriam caído no golpe nem o montante financeiro arrecadado pela suspeita, cujo nome não foi revelado para preservar a privacidade dos envolvidos e a continuidade das investigações.





