Jovem descobre que passou em medicina após acordar de coma e ficar paraplégico

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Um jovem de 19 anos, com o sonho de ser médico, quase teve os planos interrompidos na madrugada do dia 16 de dezembro de 2023, dias após fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Heberth Vinícius Santana estava no carro com o tio quando os dois sofreram uma tentativa de assalto. Na fuga em alta velocidade, o veículo capotou inúmeras vezes.

Heberth, que mora no Recife, mas estava em São Paulo para fazer outras provas de vestibular, sofreu traumatismo craniano, lesões na coluna e ficou paraplégico. Após acordar de 15 dias de coma, ele soube que foi aprovado em medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O estudante conseguiu segurar a vaga por um ano e nove meses até se recuperar. Agora, como aluno do primeiro período do curso, ele passou a se dedicar, também, à luta para garantir e melhorar a acessibilidade no campus.

No dia do acidente, Heberth ficou preso às ferragens e precisou ser resgatado pelos bombeiros. Quando ele chegou ao hospital, os médicos desacreditaram da sua recuperação.

Antes de receber alta hospitalar, em fevereiro de 2024, Heberth precisou fazer cirurgias na cabeça e na coluna. Foi durante o período em que ficou desacordado, em coma, que o resultado do vestibular saiu.

Ele foi aprovado para a primeira entrada do curso, ou seja, suas aulas deveriam iniciar em abril de 2024. Porém, Heberth ainda estava se recuperando das sequelas do acidente. Ele precisava fazer fisioterapia e outra cirurgia em São Paulo antes de viajar de volta para o Recife.

O aluno enviou para a UFPE a documentação provando que estava em reabilitação e não conseguiria iniciar as aulas no prazo determinado. Com isso, a instituição de ensino, para reservar a vaga, fez o trancamento do curso no primeiro período – um procedimento que não é realizado normalmente.

Luta por acessibilidade

Durante um ano e nove meses de recuperação, Heberth precisou trancar outros dois períodos do curso. Ele só conseguiu iniciar as aulas em setembro, no segundo período de 2025.

Agora com 21 anos, Heberth Vinícius usa seu perfil no Instagram para mostrar sua realidade no campus que tem falhas na acessibilidade. Seus vídeos mostram as condições dos banheiros, a falta de rampas de acesso e os elevadores quebrados.

Seus apelos ganharam visibilidade e o universitário relatou que algumas demandas já foram atendidas pela universidade, como o banheiro acessível no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e mesas adequadas para ele.

Um dos principais problemas é o elevador que dá acesso à sala de aula prática de anatomia, no CCS, que está quebrado. A universidade informou ao estudante que o conserto seria feito até 27 de outubro.

O aluno ficou surpreso ao receber o apoio dos colegas de sala. Antes de começar as aulas, ele já imaginava que iria enfrentar dificuldades com acessibilidade e ficou com receio de incomodar os outros estudantes.

“Talvez as pessoas ficassem chateadas por não ter aula prática e ficassem com raiva de mim, por impossibilitar a aula prática. Mas eu me deparei com o extremo oposto. A galera abraçou muito bem a causa da lutar pelo direito à acessibilidade e em relação a cobrar a quem precisa ser cobrado para que providencie a acessibilidade”, contou.

Por G1

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