Insegurança alimentar ainda afetava 4 em cada 10 domicílios em 2023

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De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após ter registrado crescimento em 2017-2018, a proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar retomou sua trajetória de queda, na Bahia, e afetava 40,0% do total de residências do estado, em 2023. Em 2017-2018, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), 45,3% domicílios baianos sofriam algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa aponta que apesar da queda da taxa, o número de domicílios com algum grau de insegurança alimentar no estado teve um discreto aumento, de 0,04%, passando de 2,221 milhões, em 2018, para 2,222 milhões em 2023 (+ 1.000 residências). Isso significa que, no ano passado, em 2,222 milhões de residências na Bahia (de um total de 5,548 milhões) havia desde uma preocupação ou incerteza quanto a ter regularmente alimentos na quantidade necessária (insegurança leve) até a efetiva redução quantitativa e falta de comida (insegurança moderada), podendo chegar à ocorrência de fome (insegurança grave).

Apesar de o número absoluto de domicílios com algum grau de insegurança alimentar ter tido leve aumento no estado, o total de pessoas que viviam em residências nessa condição caiu 13,9%, de 7,387 milhões, em 2018, para 6,360 milhões em 2023 (menos 1,027 milhão de pessoas), mas ainda representavam 42,2% da população. No Brasil como um todo, a proporção de domicílios com insegurança alimentar também voltou a cair em 2023, na comparação com 2017-2018. Em cinco anos, o índice passou de 36,7% para 27,6%. Apesar da queda, ainda está acima do resultado de 2013 (22,6%, o menor da série histórica). Entre 2018 e 2023, o percentual de domicílios com algum grau de insegurança alimentar caiu em quase todos os estados brasileiros. A única exceção foi Sergipe, onde essa proporção cresceu de 48,5% em 2017-2018 para 49,2% em 2023.

Apesar da queda na taxa de insegurança alimentar, Bahia piorou no ranking nacional sobre o tema, entre 2018 e 2023

Ainda segundo o IBGE, a queda na taxa de insegurança alimentar na Bahia entre 2018 e 2023 (de 45,3% para 40,0%, -5,3 pontos percentuais), apesar de significativa, foi menor do que a verificada no Brasil como um todo (de 36,7% para 26,7%, -9,1 pontos percentuais). Também foi apenas a 21ª redução mais intensa entre as 27 unidades da Federação. Por isso o estado acabou piorando no ranking nacional sobre o tema, no período. Em 2017-2018, a Bahia tinha o 14º maior percentual de domicílios com algum grau de insegurança alimentar (45,3%). Em 2023, apesar do índice menor (40,0%), o estado passou a ter a 6ª maior proporção do país. Em 2023, Sergipe passou a ser o estado com a maior proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar (49,2%), posto que, em 2018, era ocupado pelo Maranhão, que caiu para o 3º maior índice (43,6%). Entre os dois estados, está o Pará (47,7%). No outro extremo, assim como em 2017-2018, os três estados da região Sul tinham os menores percentuais de domicílios em insegurança alimentar: Santa Catarina (11,2%), Paraná (17,9%) e Rio Grande do Sul (18,7%).

Além disso, a Bahia foi um dos únicos quatro estados a ter aumento absoluto no número de domicílios com insegurança alimentar (+ 1 mil). Com isso, a Bahia, que tinha o 3º maior número de residências nesta situação, em 2017-2018, passou a ter o 2º maior contingente em 2023 (2,222 milhões), ultrapassando Minas Gerais, e ficando abaixo apenas de São Paulo (4,115 milhões).

1 em cada 4 domicílios na BA (24,3%) tem insegurança alimentar leve; em 1 em cada 10 faltou comida (9,7%), e pode ter havido fome em 339 mil (6,1%)

O levantamento também destaca que entre 2018 e 2023, apesar de ter havido queda na proporção, cresceu o número absoluto de domicílios na Bahia em que havia insegurança alimentar leve. Nessas residências não houve efetivamente escassez de alimentos nem fome, mas uma preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos, e as famílias chegaram a comprometer a qualidade da alimentação para que não faltasse comida. No ano passado, 1,346 milhão de domicílios da Bahia enfrentavam insegurança alimentar leve, o que representava cerca de 1 em cada 4 domicílios do estado (24,3% do total), os quais abrigavam 4,062 milhões de moradores (26,9% da população baiana). Em 2017-2018, os 1,299 milhão de domicílios baianos com insegurança alimentar leve representavam 26,5% do total de residências no estado, logo houve queda de 2,2 pontos percentuais em cinco anos. Porém, o total de residências no estado com insegurança alimentar leve aumentou em 47 mil nesse período (+3,6%).

Os dados mostram que um total de 537 mil domicílios na Bahia enfrentavam insegurança alimentar moderada em 2023, o que representava por volta de 1 em cada 10 lares do estado (9,7%), onde viviam 1,455 milhão de pessoas (9,6% da população).Domicílios com insegurança alimentar moderada já enfrentam redução na quantidade de alimentos e pode faltar comida para os adultos, complementa a pesquisa. A proporção de residências nesse grau de insegurança alimentar também caiu em relação a 2017-2018, quando era de 12,5%. A queda de 2,8 pontos percentuais representou menos 75 mil domicílios, em cinco anos. Já os domicílios com insegurança alimentar grave somavam 339 mil em 2023, ou 6,1% das residências baianas, abrigando 844 mil pessoas (5,6% da população).

Nos domicílios com insegurança alimentar grave, faltam alimentos para todos os moradores, inclusive crianças, podendo haver fome. O percentual de residências nessa pior situação teve uma discreta variação negativa em relação a 2017-2018, quando era de 6,3%. Porém o número de domicílios no estado, onde existia risco de haver fome cresceu em 29 mil (+9,4%).

Desta forma, apesar do aumento no número de domicílios com insegurança alimentar grave, o número de pessoas nesta situação caiu 14,5% na Bahia entre 2017-2018 e 2023, passando de 987 mil para 844 mil. Com 339 mil domicílios em insegurança alimentar grave, a Bahia se manteve, em 2023, com o segundo estado com mais lares ameaçados pela fome. Ficava atrás apenas de São Paulo, que tinha 523 mil domicílios em insegurança alimentar grave (3,0% do total de residências paulistas, uma proporção bem menor do que a baiana), completa o IBGE.

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A revista eletrônica Seridó 360 foi criado no inicio do ano de 2018, pelo estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, das Faculdades Integradas de Patos/PB, Iasllan Araújo, com o intuito de levar às notícias do Seridó Potiguar a uma única revista – esta.

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