Explode confronto institucional no caso Master e STF entra em rota de colisão com PF e Banco Central

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A guerra está aberta no caso Master, com instituições centrais da República em lados opostos, em um embate que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Polícia Federal (PF) e o Banco Central do Brasil (BC).

O conflito ganhou força nesta quarta-feira (14) após movimentações simultâneas no Judiciário e em órgãos de controle e investigação.

O estopim foi atribuído a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, cujo entorno passou a ser alvo de ações judiciais, investigações e disputas institucionais. De um lado, ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do Tribunal de Contas da União, de outro, a cúpula da Polícia Federal e a direção do Banco Central do Brasil.

O clima de confronto ficou explícito após declarações do ministro Dias Toffoli, que acusou publicamente a Polícia Federal de inércia e falta de empenho na condução de uma operação envolvendo familiares do banqueiro e pessoas ligadas ao grupo financeiro.

Ataque à Polícia Federal e disputa pelo controle das provas

Surpreendida pelas acusações, a Polícia Federal avançou na coleta de documentos e materiais que poderiam embasar futuras investigações contra Daniel Vorcaro e seu círculo próximo.

O trabalho, no entanto, sofreu um revés quando Dias Toffoli determinou que todo o material apreendido permanecesse sob guarda do Supremo Tribunal Federal.

A decisão impediu que os próprios policiais tivessem acesso ao conteúdo recolhido, o que gerou críticas internas e externas.

Diante da reação negativa, o ministro recuou parcialmente e autorizou o envio do material à Procuradoria-Geral da República (PGR) para perícia.

Mesmo assim, a Polícia Federal foi excluída da etapa investigativa, transferida à instância acusatória, em um movimento visto como atípico por especialistas. Na prática, a PF atuou apenas na coleta das provas, sem participar da análise do material.

Inquérito sigiloso amplia tensão e envolve Receita e Coaf

Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes instaurou de ofício um inquérito sigiloso para apurar supostos vazamentos de dados financeiros envolvendo ele próprio, familiares e também o ministro Dias Toffoli.

A apuração mira informações que teriam saído da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O ministro também busca identificar a origem de informações que chegaram à imprensa sobre contratos milionários firmados entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à sua família, além de negócios envolvendo o resort Tayayá, no Paraná, que tinha parentes de Dias Toffoli entre os acionistas.

O empreendimento acabou sendo controlado por um advogado ligado ao grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, empresa que teve uma multa bilionária suspensa em 2023 por decisão do próprio Dias Toffoli, no âmbito de um acordo de leniência com o Ministério Público Federal.

Banco Central e PF se alinham em meio ao cerco institucional

A abertura do inquérito sigiloso também atinge indiretamente o Banco Central do Brasil, já que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras é vinculado administrativamente à autoridade monetária, além de compartilhar informações com a Polícia Federal.

Em meio à pressão, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, recebeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede da corporação, em Brasília.

Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que as autoridades reforçaram a importância da cooperação institucional e da atuação conjunta em temas estratégicos do Estado brasileiro. Nos bastidores, a conversa teve como foco o caso Master e a aliança entre PF e Banco Central.

O conflito se estendeu ao Tribunal de Contas da União, que decidiu abrir uma auditoria no Banco Central, apesar das controvérsias sobre sua competência para tal medida.

O ministro Jhonatan de Jesus defende que o Banco Master teria sido prejudicado pela autoridade monetária durante o processo de liquidação.

Liquidação de fundo agrava crise e eleva embate ao limite

O Banco Central do Brasil, por sua vez, reagiu ao cerco. Poucos dias após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que o caso Master pode representar a maior fraude bancária da história do país, a autoridade monetária decretou a liquidação da Reag Trust, fundo que inflava artificialmente os ativos do banco de Daniel Vorcaro.

A Reag Trust também administrava o fundo que se tornou sócio de parentes de Dias Toffoli no resort Tayayá, ampliando a complexidade do caso. A decisão sinaliza que o Banco Central não pretende recuar, mesmo diante da pressão de diferentes frentes do Judiciário e dos órgãos de controle.

Com instituições em confronto direto e decisões cruzadas, o caso Master se consolida como um dos mais explosivos embates institucionais recentes, expondo fissuras profundas entre Judiciário, órgãos de investigação e autoridades econômicas.

Por BNews Natal

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