Pesquisar
Close this search box.

Depressão pode acelerar perda de memória em idosos, diz estudo

EMAIL

ARQUIVO

Sintomas depressivos podem acelerar a perda de memória em pessoas mais velhas, segundo um novo estudo publicado no dia 11 de junho, no JAMA Network Open. O trabalho, liderado por investigadores da University College London (UCL) e da Brighton and Sussex Medical School, mostrou que a depressão e a memória estão intimamente relacionadas, e uma pode afetar a outra.

“Sabe-se que a depressão e a falta de memória geralmente ocorrem juntas em pessoas mais velhas, mas o que vem primeiro não está claro”, afirma Dorina Cadar, autora sênior do estudo e pesquisadora do Departamento de Ciência Comportamental e Saúde da UCL e da Brighton and Sussex Medical School.”

“Nosso estudo mostra que a relação entre depressão e falta de memória ocorre em ambos os sentidos, com os sintomas depressivos precedendo o declínio da memória e o declínio da memória ligado a sintomas depressivos subsequentes”, completa.

O trabalho analisou dados longitudinais de 16 anos de 8.268 adultos na Inglaterra, com uma idade média de 64 anos. Segundo o estudo, as pessoas que, inicialmente, tinham sintomas depressivos mais elevados eram mais propensas a experimentar um declínio da memória mais acelerado no futuro, enquanto aquelas que já tinham uma memória enfraquecida eram mais propensas a experimentar um aumento posterior nos sintomas depressivos.

Além disso, os participantes que experimentaram um aumento maior nos sintomas depressivos durante o estudo tinham maior probabilidade de ter um declínio na memória mais acentuado ao mesmo tempo, e vice-versa.

Relação entre memória e depressão

De acordo com os pesquisadores, a depressão pode afetar a memória devido a alterações no cérebro relacionadas à condição, incluindo desequilíbrios neuroquímicos como níveis mais baixos de serotonina e dopamina. Além disso, alterações estruturais envolvidas no processamento da memória e perturbações na capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas ligações também estão associadas à depressão.

Além disso, a equipe de cientistas explica que as deficiências de memória podem surgir devido a fatores psicológicos, como a ruminação — pensamento repetitivo ou permanência de sentimentos negativos.

Por outro lado, pessoas que experimentam lapsos de memória ou dificuldade em reter novas informações podem experimentar sentimento de frustração, incompetência e insegurança, gatilhos comuns para episódios depressivos. Outro fator é a interação social, que pode ser comprometida devido à perda de memória, levando ao isolamento social e, consequentemente, desencadeando os sintomas depressivos.

“A depressão pode causar alterações nas estruturas cerebrais, como o hipocampo, que é fundamental para a formação e recuperação da memória. O estresse crônico e os altos níveis de cortisol associados à depressão podem danificar os neurônios nessas áreas”, explica Cadar.

“No entanto, uma maior compreensão dos mecanismos que ligam o declínio da memória e a depressão é crucial para o desenvolvimento de intervenções direcionadas destinadas a melhorar o humor e a retardar o declínio cognitivo em indivíduos com depressão e comprometimento da memória”, completa.

Novas possibilidades de diagnóstico precoce de perda de memória

Para Jiamin Yin, autor principal do estudo e estudante de doutorado na Universidade de Rochester, em Nova York, Estados Unidos, as descobertas do estudo “ressaltam a importância de monitorar as mudanças de memória em adultos mais velhos com sintomas depressivos crescentes para identificar precocemente a perda de memória e prevenir agravamento adicional da função depressiva”.

“Por outro lado, também é fundamental abordar os sintomas depressivos entre aqueles com declínio de memória para protegê-los do desenvolvimento de depressão e disfunção de memória”, acrescenta.

Apesar dos achados, os pesquisadores consideraram que há uma série de fatores que podem ter afetado os resultados, como a prática de atividade física e doenças que afetam a qualidade de vida. Por isso, eles ressaltam que se trata de um estudo observacional, ou seja, não foi possível estabelecer causalidade.

Por CNN Brasil

Twitter
Facebook
Pinterest
WhatsApp

Sobre Portal Seridó 360

A revista eletrônica Seridó 360 foi criado no inicio do ano de 2018, pelo estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, das Faculdades Integradas de Patos/PB, Iasllan Araújo, com o intuito de levar às notícias do Seridó Potiguar a uma única revista – esta.

E-MAIL

ARQUIVO

contato.serido360@gmail.com

WHATSAPP

ARQUIVO

ARQUIVO

ARQUIVO

Arquivos

ANÚNCIO

ARQUIVO

TAGS

ARQUIVO

Rolar para cima