A defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou nesta quinta-feira (7) que o parlamentar não participou de atividades ilícitas investigadas pela Polícia Federal (PF) na nova fase da Operação Compliance Zero. O senador foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação, que apura suspeitas de repasses de vantagens indevidas, lavagem de dinheiro e suposto favorecimento ao Banco Master.
Em nota, os advogados de Ciro disseram que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
– A defesa do senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar – disse a nota.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito fraudulentos ligados ao Banco Master. A nova etapa da operação também mira suspeitas de benefícios indevidos destinados ao senador.
No comunicado, a defesa também criticou medidas adotadas no curso da investigação. Os advogados afirmam que diligências consideradas “graves e invasivas” teriam sido autorizadas com base em troca de mensagens atribuídas a terceiros. Segundo a nota, esse tipo de medida exige controle rigoroso de legalidade.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, que também determinou bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões.
Confira a íntegra da nota da defesa de Ciro Nogueira:
A defesa do senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.





