O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou, nesta quarta-feira (15), a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual. Com isso, a Selic passa de 12,75% ao ano (a.a.) para 13,25% a.a..
O avanço foi o 11º seguido da Selic, que permaneceu no menor patamar histórico de 2% a.a. entre agosto de 2020 e março do ano passado. É o maior patamar da taxa desde novembro de 2016.
Em comunicado, o BC declarou que está ciente sobre as incertezas que a decisão pode vir a gerar, mas que segue com a estratégia.
“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2023”, disse.
Para este ano, as expectativas para a inflação já são de 8,89%, também acima do centro e do teto da meta.
Para 2023, o centro da meta está definido em 3,25% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A Selic é a taxa básica de juros, utilizada como principal meio do BC para controlar a inflação e influencia todas as taxas de juros do país.
Segundo o Boletim Focus, a estimativa é de uma Selic em 13,25% a.a. até o fim deste ano, recuando a 9,75% a.a. no ano que vem. Com isso, a expectativa é que o ciclo de altas se encerre.






