A conta de energia elétrica vai ficar mais cara a partir de maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária passará para o nível amarelo, o que representa cobrança extra para consumidores em todo o país. A mudança interrompe um período de quatro meses seguidos com bandeira verde, quando não havia acréscimo nas tarifas.
Na prática, os consumidores passarão a pagar um adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A decisão, segundo a Aneel, está diretamente relacionada à redução do volume de chuvas em boa parte do país, cenário típico da transição entre o período chuvoso e o seco. Com isso, a geração de energia por hidrelétricas diminui e o sistema passa a depender mais das usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.
O impacto chega em um momento sensível, especialmente para estados como o Rio Grande do Norte, onde a conta de luz já havia sofrido reajuste autorizado pela própria agência reguladora nesta semana. O acúmulo de aumentos pode pesar no orçamento das famílias e também refletir em custos para o comércio e a indústria.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicativo das condições de geração de energia no país. Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam custos maiores, repassados diretamente ao consumidor. No patamar mais alto, a bandeira vermelha pode adicionar até R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
A mudança para a bandeira amarela é vista como um alerta. Embora o impacto ainda seja considerado moderado, ela sinaliza um cenário menos favorável para a geração de energia. Caso o período seco avance com baixa incidência de chuvas, há risco de novas elevações nas tarifas nos próximos meses.
Por Metrópoles





