Canetas emagrecedoras derrubam procura por bariátrica e acendem alerta, diz médico

EMAIL

Facebook

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras tem provocado uma redução significativa no número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil. A avaliação é do cirurgião em aparelho digestivo Tiago Diniz, que afirmou, em entrevista ao programa Meio-Dia na Mix, da Mix FM, que os medicamentos mudaram o cenário do tratamento da obesidade, mas exigem acompanhamento médico e mudanças permanentes no estilo de vida.

Segundo o especialista, a diminuição na procura pela cirurgia não significa que a obesidade deixou de ser um problema grave de saúde pública. Ele destacou que a doença continua sendo crônica e potencialmente fatal, exigindo controle contínuo ao longo da vida. De acordo com Tiago Diniz, as canetas apresentam melhores resultados em pacientes com graus menos avançados de obesidade, mas nem sempre são suficientes para tratar casos mais complexos.

O médico explicou que pacientes com obesidade severa e múltiplas doenças associadas ainda podem necessitar de abordagens mais abrangentes, incluindo procedimentos cirúrgicos. Segundo ele, existem situações em que os medicamentos não conseguem promover o controle global da doença, especialmente em pessoas com excesso de peso extremo e importantes comprometimentos metabólicos.

Apesar dos avanços proporcionados pelos novos tratamentos, Tiago Diniz ressaltou que a obesidade não possui cura definitiva e que qualquer estratégia terapêutica deve ser acompanhada de reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais.

Especialista alerta para efeito rebote

Durante a entrevista, o cirurgião chamou atenção para o chamado efeito rebote, situação em que o paciente recupera o peso perdido após interromper o uso da medicação. De acordo com ele, esse fenômeno é mais frequente quando o tratamento não é acompanhado por mudanças consistentes nos hábitos de vida. Sem ajustes na alimentação e na prática regular de exercícios físicos, o ganho de peso tende a retornar após a suspensão do medicamento.

O especialista reforçou que a obesidade deve ser encarada como uma condição crônica que exige acompanhamento contínuo por uma equipe multidisciplinar. Outro ponto destacado por Tiago Diniz foi o crescimento do uso das canetas emagrecedoras por motivos exclusivamente estéticos e sem orientação profissional.

Segundo ele, muitas pessoas iniciam o tratamento por influência de conhecidos ou de conteúdos divulgados nas redes sociais, sem passar por avaliação médica adequada. O médico alertou que os medicamentos foram desenvolvidos para tratar doenças específicas e podem provocar efeitos adversos, além de exigirem monitoramento constante para reduzir riscos de complicações.

Perda muscular é um dos principais riscos

Entre os possíveis efeitos associados ao emagrecimento acelerado, Tiago Diniz destacou a redução da massa muscular. Segundo o especialista, o processo de perda de peso não elimina apenas gordura corporal, mas também pode comprometer a musculatura, especialmente em pessoas acima dos 40 anos.

Ele explicou que a recuperação dessa massa muscular pode ser difícil ao longo do tempo, tornando fundamental a associação do tratamento com exercícios físicos e acompanhamento nutricional. Apesar dos alertas, o médico ressaltou que a redução do peso corporal proporciona benefícios importantes para a saúde.

Entre os resultados positivos estão a melhora dos níveis de glicemia, colesterol e triglicerídeos, além da diminuição do risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Segundo Tiago Diniz, o tratamento adequado da obesidade contribui para o controle de diversas condições clínicas e melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Ansiedade também afeta a saúde digestiva

Ao abordar outros aspectos relacionados à saúde, o cirurgião destacou que fatores emocionais podem influenciar diretamente o funcionamento do aparelho digestivo. Ele explicou que quadros de ansiedade e estresse frequentemente estão associados a sintomas como gastrite, diarreia e alterações do hábito intestinal.

O especialista também relacionou transtornos ansiosos à compulsão alimentar, apontando que o consumo excessivo de alimentos pode funcionar como mecanismo de compensação emocional para algumas pessoas.

Além disso, Tiago Diniz alertou para os impactos negativos do cigarro, do álcool, do excesso de açúcar e do consumo frequente de alimentos muito condimentados, defendendo a adoção de hábitos saudáveis, a medicina preventiva e a realização periódica de exames para manutenção da saúde.

Por BNews Natal

Twitter
Facebook
Pinterest
WhatsApp

Sobre Portal Seridó 360

A revista eletrônica Seridó 360 foi criado no inicio do ano de 2018, pelo estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, das Faculdades Integradas de Patos/PB, Iasllan Araújo, com o intuito de levar às notícias do Seridó Potiguar a uma única revista – esta.

E-MAIL

ARQUIVO

contato.serido360@gmail.com

WHATSAPP

ARQUIVO

ARQUIVO

ARQUIVO

Arquivos

ANÚNCIO

ARQUIVO

TAGS

ARQUIVO

Rolar para cima