Candida auris: conheça o superfungo confirmado no RN

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O Candida auris (C. auris), confirmado em um paciente em Natal, é um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global. Ele foi identificado pela primeira vez como causador de doença em humanos em 2009, no Japão, em um caso de otomicose. Desde então, o microrganismo já foi detectado em todos os continentes, com exceção da Antártica.

Também conhecido como “superfungo”, o Candida auris é um agente oportunista, capaz de causar doença principalmente em pessoas imunocomprometidas. Sua capacidade de resistir aos antifúngicos e de se espalhar em ambientes hospitalares exige protocolos rigorosos de controle e prevenção, reforçando a necessidade de monitoramento constante pelas autoridades de saúde.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde, cepas de C. auris apresentam resistência a todas as três principais classes de antifúngicos, incluindo fluconazol, anfotericina B e equinocandinas. Essa resistência torna o tratamento de infecções particularmente difícil. Além disso, a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos, já que ele pode ser confundido com outras espécies de leveduras, como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae.

Segundo estudos, até 90% dos isolados de C. auris apresentam resistência a pelo menos um dos medicamentos antifúngicos mais usados, classificando-o como “superfungo” e tornando a vigilância epidemiológica ainda mais urgente.

Caso em Natal

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou a identificação do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM). A confirmação ocorreu após a realização de dois exames no Laboratório Central do Estado.

De acordo com a Sesap, o paciente é um homem que permanece em isolamento hospitalar e está sendo tratado por outra enfermidade. As equipes da unidade de saúde adotaram protocolos para evitar a contaminação de outros pacientes e dos profissionais que atuam no hospital.

As equipes de vigilância em saúde do Estado também realizam o monitoramento e o rastreio do caso. Segundo a pasta, a contaminação pelo fungo ocorre apenas por contato direto e não apresenta alto nível de transmissibilidade.

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A revista eletrônica Seridó 360 foi criado no inicio do ano de 2018, pelo estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, das Faculdades Integradas de Patos/PB, Iasllan Araújo, com o intuito de levar às notícias do Seridó Potiguar a uma única revista – esta.

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