Câmara discute permitir CNH aos 16 anos e proposta gera debate sobre segurança no trânsito

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Uma comissão especial da Câmara dos Deputados do Brasil está analisando propostas de alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entre elas a redução da idade mínima para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A possibilidade de permitir que jovens com 16 anos possam dirigir será debatida em reunião marcada para o dia 1º de abril.

O tema entrou na pauta após a aprovação de um plano de trabalho do colegiado que prevê discutir mudanças na legislação de trânsito. Atualmente, a idade mínima para tirar a CNH no Brasil é de 18 anos.

Deputado defende mudança

O relator da proposta, o deputado federal Aureo Ribeiro, do Solidariedade, defende que jovens de 16 anos já possuem maturidade para assumir responsabilidades como a condução de veículos.

Segundo ele, se a legislação brasileira permite que pessoas dessa idade participem das eleições, também seria possível discutir o direito de dirigir.

O parlamentar afirmou que o objetivo inicial é ampliar o debate em âmbito nacional antes de qualquer decisão definitiva.

Audiências públicas foram aprovadas

A comissão aprovou ainda a realização de audiências públicas para discutir segurança viária e os critérios aplicados no processo de habilitação.

Os debates também devem abordar as avaliações psicotécnicas e os procedimentos utilizados na prova prática de direção. Essas discussões fazem parte do processo de análise antes de eventuais mudanças na legislação.

Especialistas criticam proposta

A possibilidade de flexibilizar regras para obtenção da CNH tem gerado divergências entre especialistas e representantes do setor.

Entidades ligadas a autoescolas criticam propostas que reduziriam a carga horária das aulas práticas ou simplificariam os exames. Entre as medidas em debate está até mesmo a possibilidade de eliminar a exigência da manobra de baliza durante a prova prática.

Médicos e psicólogos defendem exames

Por outro lado, organizações como a Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos defendem a manutenção das avaliações físicas e psicológicas no processo de habilitação.

Segundo representantes da entidade, esses exames funcionam como filtros essenciais para garantir que o condutor tenha condições de dirigir com segurança.

Eles também se posicionaram contra qualquer redução progressiva desses critérios no processo de formação de motoristas.

Por BNews Natal

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