Um calote de R$ 3,6 bilhões dado por uma empresa do segmento atacado impactou os resultados do Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025, elevando o índice de inadimplência acima de 90 dias para 5,17%. O balanço foi divulgado na quarta-feira 11.
O percentual ficou acima dos 4,51% registrados no terceiro trimestre e dos 3,16% de um ano antes. Sem o efeito do caso específico, o indicador seria de 4,88%, segundo o banco.
A instituição informou que a alta da inadimplência está ligada a um episódio na carteira de Títulos e Valores Mobiliários envolvendo uma empresa do atacado, sem divulgar o nome.
O vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, comentou o tema em coletiva sobre os resultados do quarto trimestre e afirmou que a companhia pode ser associada a informações já publicadas pela imprensa.
“A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros”, afirmou.
Segundo o executivo, trata-se de um caso antigo, considerado problemático e que vinha sendo provisionado pelo banco há anos. Com a cessão, outro credor passou a deter a dívida.
Os dados financeiros foram divulgados após o fechamento do mercado. No dia seguinte, as ações do banco subiram 4,50%.











