Avião da Varig permanece desaparecido após 45 anos

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No dia 30 de janeiro de 1979, o Boeing 707 da Varing desapareceu após 30 minutos de decolagem do aeroporto de Narita, no Japão, com seis tripulantes e carregamento de obras de arte. Nenhum indício foi encontrado e até hoje não se sabe o que aconteceu com a aeronave.

No dia 30 de janeiro de 1979, o Boeing 707 da companhia aérea brasileira Varing desapareceu após 30 minutos de decolagem. O caso segue até hoje sem solução e está entre os maiores mistérios da aviação mundial.

O avião cargueiro decolou do aeroporto de Narita, no Japão, com seis tripulantes e com um carregamento de obras de arte, às 20h23. O destino final era o Rio de Janeiro, com uma escala em Los Angeles, Estados Unidos.

De acordo com informações da Aviation Safety Network, o último contato foi às 20h45. Nele, o comandante Gilberto Araújo da Silva contatou o controle de tráfego aéreo, mas não mencionou nenhum problema. O próximo seria às 21h23, mas não aconteceu.

Enquanto sobrevoava o Oceano Pacífico, o avião simplesmente sumiu. Não houve sinais de queda como destroços ou corpos. Nada foi encontrado. Após estranharem a falta de comunicação, os controladores de voo tentaram por uma hora entrar em contato com a aeronave.

O alarme foi dado e equipes de busca e salvamento foram acionadas para procurarem o avião. Porém, com a escuridão, a procura foi suspensa e só foi retomada 12 horas depois da decolagem, no dia seguinte.

Foram oito horas de buscas, mas nada foi encontrado. O relatório de voo dizia que: “Não foi possível encontrar nenhum indício que lançasse qualquer luz sobre as causas do desaparecimento da aeronave”.

“Não houve uma explicação oficial e não foram localizados os destroços. Quando a gente não tem o corpo para enterrar, parece que o ciclo vital não se fecha – diz Maria Letícia Chavarria, de 57 anos, uma das filhas do comandante, em entrevista ao jornal O Globo em junho de 2009.

Além de Gilberto, estavam também Erni Peixoto Mylius, como 1º oficial, Antonio Brasileiro da Silva Neto e Evan Braga Saunders, como co-pilotos, José Severino Gusmão de Araújo e Nícola Exposito, que eram mecânicos de voo.

Muitas teorias foram pensadas para o caso. Entre elas, que o avião pudesse ter sido roubado para pegar a carga de pinturas do artista Manabu Mabe, que estavam sendo transportadas e voltavam de uma exposição no Japão, avaliadas em mais de U$ 1,24 milhões na época. Porém, elas nunca mais foram vistas.

Outra era que o avião tenha sido abatido por soviéticos. A mais conhecida e levada em consideração pelos investigadores é que uma despressurização provocou a queda do Boeing no Oceano Pacífico, 45 minutos após a decolagem. Seis meses depois do acidente, como nada foi encontrado, a família recebeu um atestado de óbito.

“No início das buscas, eu acreditava que ele havia entrado num bote e conseguido ir até um arquipélago. Há tantas ilhas perto…Meses depois, quando avisaram que não havia nenhum rastro, nem insistimos para que continuassem a procurar. É uma coisa doida, você não entende onde ele possa estar, imagina que ele sobreviveu. Mas meu pai morreu fazendo o que mais gostava, que era pilotar – disse Maria Letícia.

Outra curiosidade é que o comandante sobreviveu a uma acidente aéreo fatal na França, seis anos antes. Em julho de 1973, o Boeing, também da Varig, que ele comandava caiu em chamas numa plantação em Paris. Ele chegou a ser considerado herói nacional no país devido ao caso.

Apesar das teorias, o desaparecido permanece sem solução após 45 anos.

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A revista eletrônica Seridó 360 foi criado no inicio do ano de 2018, pelo estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, das Faculdades Integradas de Patos/PB, Iasllan Araújo, com o intuito de levar às notícias do Seridó Potiguar a uma única revista – esta.

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