O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou publicamente o rompimento definitivo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do governo na Casa. Segundo Motta, “não tenho mais interesse em ter nenhum tipo de relação” com Lindbergh. Essa ruptura agrava a tensão entre o Legislativo e o Planalto, sobretudo no momento em que a tramitação de propostas estruturais, como o polêmico PL Antifacção, se intensifica.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou ter rompido relações — tanto institucionais quanto pessoais — com o líder do governo Lula na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). Alcolumbre atribui a crise à indicação de Jorge Messias à Advocacia-Geral da União e à forma como o anúncio foi feito pelo Palácio do Planalto, sem que o senador tivesse sido previamente comunicado.
Esses rompimentos têm implicações relevantes para a governabilidade: a ruptura de Motta com Lindbergh pode dificultar o avanço de pautas favoráveis ao governo na Câmara, enquanto o afastamento entre Alcolumbre e Wagner expõe uma fragilidade no diálogo entre o Planalto e o Senado. Analistas políticos interpretam esse quadro como um momento de reequilíbrio de forças, no qual o Legislativo reafirma sua independência em relação ao Executivo.
Por Valor Econômico












