O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (16), durante entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96 FM, que não se recusou a fornecer as senhas dos equipamentos apreendidos pela Polícia Federal (PF). No entanto, um documento produzido pela própria PF durante a Operação Mederi registra que o então prefeito de Mossoró negou o fornecimento das senhas solicitadas pelos agentes.
A operação foi deflagrada em 27 de janeiro de 2026 e teve como alvo a residência de Allyson Bezerra em um condomínio de alto padrão de Mossoró. Na ocasião, foram apreendidos dois aparelhos iPhone e um computador MacBook durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Durante a entrevista, o político declarou que todas as informações contidas em seu celular estariam disponíveis para as autoridades e argumentou que não haveria qualquer impedimento ao acesso dos dados armazenados nos equipamentos.
Auto de apreensão
Ao ser questionado sobre o episódio, Allyson inicialmente alegou que não poderia comentar determinados aspectos da investigação devido ao sigilo judicial. Em seguida, reforçou que seus dispositivos estariam totalmente acessíveis para análise dos investigadores.
O posicionamento, entretanto, diverge do que consta no auto de apreensão elaborado pelos agentes da Polícia Federal. O documento registra que as equipes solicitaram as senhas dos aparelhos eletrônicos recolhidos durante a operação, mas que o então prefeito se recusou a fornecer as informações necessárias para o desbloqueio dos equipamentos.
Questionado diretamente sobre a suposta negativa, Allyson afirmou que não existiria qualquer procedimento formal ou documento que comprovasse a recusa mencionada.



Acesso aos dados
Apesar da declaração, o registro da Polícia Federal menciona expressamente a negativa ao fornecimento das senhas no momento da apreensão dos dispositivos.
Na entrevista, Allyson também sustentou que seu celular estaria “totalmente aberto e disponibilizado” para as autoridades. Contudo, ele não esclareceu que o acesso ao conteúdo dos equipamentos só foi possível após a adoção de procedimentos periciais destinados a superar os mecanismos de proteção existentes nos aparelhos.
A Operação Mederi segue sob investigação, e os dados extraídos dos equipamentos apreendidos integram o conjunto de informações analisadas pela PF no âmbito do inquérito.
Por BNews Natal




