Doença silenciosa que destrói o fígado de quem nunca bebeu; veja o que dizem os especialistas

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A cirrose hepática, historicamente associada ao consumo excessivo de álcool, vem ganhando novos contornos e acendendo um alerta entre especialistas. Cada vez mais, a doença tem sido diagnosticada em pessoas que nunca beberam, impulsionada principalmente pelo avanço da esteatose hepática — o acúmulo de gordura no fígado.

O cenário global reforça a gravidade do problema. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que as mortes por hepatites virais saltaram de 1,1 milhão em 2019 para 1,3 milhão em 2022.

Atualmente, cerca de 254 milhões de pessoas vivem com hepatite B e 50 milhões com hepatite C. Juntas, essas infecções causam aproximadamente 3.500 mortes por dia no mundo.

Mudança no perfil da doença preocupa médicos

O que antes era majoritariamente associado ao álcool agora tem outra principal causa: a gordura acumulada no fígado.

A esteatose hepática já é considerada a origem mais comum da cirrose em nível global, atingindo inclusive pessoas com hábitos considerados saudáveis, mas que apresentam fatores de risco como sedentarismo e alimentação inadequada.

O que é a cirrose e como ela se desenvolve

A cirrose é uma condição caracterizada pela substituição progressiva do tecido saudável do fígado por cicatrizes, comprometendo o funcionamento do órgão.

Segundo o gastroenterologista José Carlos Cardoso:

“Trata-se de uma mudança na arquitetura microscópica do fígado, com formação de tecido de cicatrização que substitui o tecido saudável, podendo levar à insuficiência hepática.”

A relação com a hepatite é direta. Inflamações persistentes — causadas por vírus, gordura ou álcool — levam à formação de fibroses. Com o tempo, esse processo evolui para a cirrose, estágio mais avançado da doença.

Doença pode evoluir sem sintomas

Um dos maiores riscos está no caráter silencioso da condição. Muitas pessoas convivem com alterações no fígado por anos sem apresentar sinais evidentes.

“Essas inflamações, muitas vezes silenciosas, aumentam a produção de fibrose. Com o tempo, isso pode evoluir para cirrose”, explica o especialista.

Por isso, em muitos casos, o diagnóstico acontece apenas durante exames de rotina.

Como é feito o diagnóstico

A identificação da doença envolve exames laboratoriais e de imagem, que avaliam o funcionamento e a estrutura do fígado.

Principais exames utilizados:
– ultrassonografia abdominal
– elastografia hepática
– exames de sangue
– biópsia (em casos específicos)

Prevenção depende de hábitos e acompanhamento

Especialistas reforçam que a prevenção vai além de evitar o álcool. O controle de fatores metabólicos é essencial para reduzir o risco.

Principais medidas preventivas:
– alimentação equilibrada
– prática regular de atividade física
– controle do peso corporal
– acompanhamento médico periódico

Quando diagnosticada precocemente, a progressão da doença pode ser controlada. Já em estágios avançados, pode haver necessidade de transplante hepático.

Desafio global de saúde pública

Apesar da existência de vacina para hepatite B e tratamentos eficazes para hepatites virais, a doença ainda representa um grande desafio global. A meta da OMS é eliminar as hepatites até 2030 — um objetivo que depende diretamente da ampliação do diagnóstico e do acesso ao tratamento.

O avanço da cirrose entre pessoas que não consomem álcool reforça a necessidade de atenção redobrada com a saúde do fígado — muitas vezes negligenciada até o surgimento de complicações mais graves.

Por BNews Natal

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