Nesta terça-feira (17), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde) recebeu uma denúncia sobre uma uma situação considerada grave no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, apontando falhas na assistência e riscos à segurança de pacientes e profissionais.
De acordo com relatos enviados ao sindicato, dois pacientes com suspeita de meningite deram entrada na unidade na madrugada do último sábado (14), mas ainda não foram encaminhados para leitos de isolamento adequados.
Um deles permanece no hall de um elevador, área de grande circulação, enquanto o outro aguarda definição sobre onde será internado.
Falta de estrutura agrava situação
Segundo trabalhadores da unidade, a permanência de pacientes com doenças potencialmente infectocontagiosas em áreas comuns eleva o risco de contaminação.
A situação é agravada pela ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados para as equipes que atuam no hospital. Ainda conforme os relatos, o exame de líquor, considerado essencial para confirmação de casos de meningite, não foi realizado até o momento.
Escassez de insumos preocupa equipes
Profissionais também denunciam a falta de materiais básicos necessários para o funcionamento seguro da unidade.
Entre os itens em falta estão aventais, lençóis, álcool 70% e luvas de procedimento, alguns deles em escassez há semanas. No mesmo setor, há pacientes em ventilação mecânica invasiva, incluindo um com suspeita de tuberculose, o que aumenta a preocupação com a biossegurança.
Rede estadual enfrenta sobrecarga
A justificativa apontada para o cenário envolve a dificuldade de transferência de pacientes para outras unidades.
Hospitais de referência, como o Hospital Giselda Trigueiro, têm alegado falta de vagas, equipes e insumos para receber novos casos. Segundo o sindicato, a situação evidencia problemas na articulação da rede estadual de saúde e limita a capacidade de resposta diante de casos mais complexos.
Sindicato cobra providências
O Sindsaúde/RN destaca que o Walfredo Gurgel é referência em atendimentos de urgência e emergência, além de receber pacientes com quadros neurológicos graves.
Mesmo com essa demanda, os trabalhadores estariam atuando sob risco biológico constante e sem suporte adequado da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN.
A entidade cobra medidas urgentes, como a garantia de leitos de isolamento, regularização do fornecimento de insumos e o pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo para os profissionais expostos.
“É inadmissível que profissionais e usuários (as) sejam submetidos a esse nível de precarização. O que está em jogo é a vida de muitas pessoas. O Sindsaúde/RN exige providências imediatas por parte da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), com garantia de leitos de isolamento, regularização do fluxo da rede, fornecimento de EPIs e insumos, além do devido reconhecimento dos direitos dos trabalhadores, como o pagamento da insalubridade”, pontuou o sindicato por meio de nota.
Por BNews Natal







