O câncer colorretal está entre os mais comuns no mundo e, muitas vezes, só é diagnosticado após sinais persistentes levarem o paciente ao médico. Foi o que aconteceu com o pediatra norte-americano Anatole Karpovs, diagnosticado aos 37 anos, em meio a uma rotina intensa de trabalho.
Em abril de 2013, Anatole começou a notar sintomas recorrentes, como sangue nas fezes, alterações intestinais e dores abdominais. Inicialmente, exames de sangue não apontaram alterações, mas uma tomografia revelou um grande tumor na parte inferior esquerda do cólon. A colonoscopia e a biópsia confirmaram o diagnóstico de câncer colorretal em estágio 3.
Mesmo sendo médico, ele relata que nada o preparou para receber a notícia. O impacto foi imediato também na vida familiar, especialmente ao precisar explicar a situação à esposa e aos filhos pequenos.
O primeiro tratamento incluiu cirurgia para retirada do tumor e de linfonodos comprometidos, seguida de quimioterapia. A família buscou uma segunda opinião no MD Anderson Cancer Center, onde Anatole iniciou o protocolo Folfox, concluído em novembro de 2013, após 12 ciclos.
Em julho de 2014, exames identificaram metástase no fígado. Ele passou por nova cirurgia e iniciou outro esquema quimioterápico, o Folfiri, encerrado na primavera de 2015.
Após o tratamento, Anatole não apresentou novos sinais da doença, mas reforça a importância do acompanhamento contínuo. A experiência transformou sua relação com a medicina e com a própria saúde, além de servir de alerta sobre a importância de não ignorar sintomas persistentes.












