A jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, morreu nesta segunda-feira (5) em decorrência de um choque causado por infecção severa. A morte ocorreu semanas após ela ter sofrido uma parada cardíaca depois de receber uma medicação errada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, localizada no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.
Gabriely estava internada em um hospital particular desde o dia 17 de dezembro, por meio de pactuação com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal. Na data do incidente, a jovem deu entrada na UPA e, durante o atendimento, recebeu um medicamento diferente do que havia sido prescrito, o que provocou uma parada cardiorrespiratória.
Segundo as informações apuradas, o medicamento indicado para a paciente era o Succinato de Hidrocortisona, na dose de 100 mg. No entanto, foi dispensado e administrado o Succinil Colin (cloridrato de suxametônio), também na dose de 100 mg. Apesar da semelhança nos nomes, os fármacos têm finalidades completamente distintas.
O cloridrato de suxametônio é um bloqueador neuromuscular, utilizado em procedimentos específicos e que exige controle rigoroso, enquanto o Succinato de Hidrocortisona é um corticoide, geralmente indicado para o tratamento de inflamações e reações alérgicas.
Após a parada cardíaca, Gabriely foi reanimada e transferida para a unidade hospitalar, onde permaneceu internada em estado grave até não resistir às complicações. A causa da morte foi confirmada como choque decorrente de infecção severa.
Caso segue sob investigação
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal lamentou o falecimento da jovem e informou que prestou apoio integral à família desde o primeiro momento. A pasta confirmou que os servidores envolvidos no atendimento permanecem afastados e que uma sindicância administrativa segue em andamento.
Além disso, os Conselhos Regional de Enfermagem (Coren/RN) e Regional de Farmácia também apuram o caso. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será instaurado após a conclusão da sindicância, com acompanhamento dos órgãos competentes.
O caso segue sob investigação e reacende o debate sobre protocolos de segurança na administração de medicamentos em unidades de saúde de urgência e emergência.
Por BNews Natal












