Com um aumento de 6,79% em comparação ao mês anterior, o novo valor do salário mínimo passa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O valor atual é de R$ 1.621, superando os R$ 1.518 em vigor no ano de 2025.
O reajuste reflete a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal.
Contudo, o valor ficou abaixo de R$ 1.631, conforme previsto anteriormente no orçamento e menor do que a estimativa do governo no fim de novembro.
De acordo com especialistas, esse modelo garante aumento real do poder de compra, diferentemente do que ocorreu em gestões anteriores, quando o reajuste se limitava à reposição inflacionária, sem considerar o desempenho da economia.
Nova regra garante ganho real ao trabalhador
Em nota técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou que a política anterior trouxe prejuízos significativos ao poder aquisitivo da população. De acordo com o órgão, a correção apenas pela inflação, em um cenário de alta contínua de preços, levou à perda real do valor do salário mínimo.
O Dieese destacou ainda que, entre 2020 e 2022, a simples recomposição inflacionária não foi suficiente para conter o impacto do aumento dos alimentos, que subiram acima da média e afetaram de forma mais intensa as famílias de baixa renda.
Além de ser o menor valor que um trabalhador formal pode receber no país, o salário mínimo tem função constitucional de garantir condições básicas de sobrevivência, como moradia, alimentação, saúde, transporte e lazer para o trabalhador e sua família.












