O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deveria renunciar ao cargo, na opinião de 57% dos britânicos. É o que mostra pesquisa do YouGov divulgada na 3ª feira (12.abr.2022). Outros 30% são favoráveis à permanência do premiê conservador em Downing Street, sede do governo. Indecisos são 13%.
A pressão pela renúncia aumentou depois que a polícia de Londres aplicou multas à Johnson e ao ministro de Finanças do país, Rishi Sunak, pelo escândalo conhecido como “partygate” durante a pandemia. Foi a 1ª vez em que um primeiro-ministro britânico foi flagrado infringindo a lei no exercício do cargo.
Embora o mandato do premiê tenha ganhado fôlego pela distração causada com a guerra na Ucrânia, o levantamento do YouGov aponta para uma incerteza quanto à continuidade do líder do Partido Conservador no cargo. Ele assumiu a função em 2019 após a renúncia da ex-primeira-ministra Theresa May, sua correligionária.
A pesquisa também atesta que a desconfiança da opinião pública britânica se estende à Sunak, 3º na linha sucessória do governo. A proporção entre os que pedem a renúncia do ministro é idêntica à de Boris Johnson, enquanto 29% preferem sua permanência no gabinete.
A rejeição ao premiê cresceu desde março, quando 47% eram favoráveis à renúncia e 36% defendiam a continuidade do mandato. Na divisão por partido, eleitores dos Tories –como são conhecidos os conservadores britânicos– são menos hostis, com 64% declarando apoio ao governo Johnson. Entre os simpatizantes do Partido Trabalhista, a vontade pela saída é quase unânime: 87%.
O país registrou a maior alta da inflação mensal desde março de 1992, chegando a 7%. Foi puxada pelo setor de moradia, serviços domésticos e transportes, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido. No último ano, a inflação no país registrou um aumento sem precedentes à medida que os preços da energia dispararam e as restrições na cadeia global de suprimentos persistiram.
A guerra na Ucrânia tende a intensificar ainda mais esse cenário. O Escritório de Responsabilidade Orçamentária do Reino Unido afirmou que a inflação pode atingir 8,7% no último trimestre de 2022. Seria o maior pico em 40 anos.
Por Poder 360











